Benfazeja Revista - Abril
Aos leitores
A professora Iracy de Souza escolheu o tema Vida para a sua seção ‘Conversas Literárias’ desse mês (em oposição ao tema ‘morte’ do mês de Março). E, apesar de todos os colunistas terem liberdade para escolher os trabalhos que publicarão, muitos outros textos convergiram para esse tema. Por exemplo, o artigo ‘Sobre Mocinhos e Bandidos’ de Rosane Tesch, que se vale do ‘Auto da Barca do Inferno’ para instigar questionamentos sobre o modo de vida, a moral e os valores contemporâneos.
Na dicotomia morte e vida, publiquei o conto 'Marca a página e fecha o livro', narrativa com traços realistas que aborda uma tentativa de suicídio. No oposto desse conto, Carolina Bernardes trás um sopro de vida com o seu 'Bela Ícaro (o roubo do caminho do outro)'; o espaço entre a vida e a morte, Valentina Silva Ferreira (até então, autora convidada) preenche com o conto 'Sexo e amor'. Sexo e amor, aliás, que também serve ao eu-lírico masculino de Giselle Jaques em A Caixinha de Charutos. Enquanto Johannes Dudeck brinca com anjos e demônios em 'O Pacto'.
Nos poemas publicados, tenho que destacar a poética metalingüística de Cristiane Grando: “poeta-escultor-de-silêncios-e-pedras”. Poesia tão trabalhada a ponto de fluir naturalmente. De Flá Perez, escritora carioca que gentilmente nos enviou alguns poemas, apenas deixo o trecho “ Sem essa de promessa de ninho. Ninho é coisa de passarinho bobo./ Quero queimar ninhos e voar, percorrer savanas.” e o convite para leitura completa. Coordenada por Caraguejunior, a quarta edição dos 'Ecos Poéticos – poesia declamada' mostra a força da palavra impressa no ar, com destaque para o poema Existência 2.2, de Camila Passatuto, que procura cada fragmento do que somos (talvez como um espelho jamais tenha condição de fazer).
Em uma crônica gostosa de ler, Cacá divagou sobre os prazer de degustar e se alimentar de literatura. Já nas crônicas da Mari Collares, que sempre transformam o cotidiano em milagres (e, de certa formar, nos ensinam a abraçá-los) atenção para a interpretação do filme Cisne Negro. O texto não trata de signos, semiótica, psicologia nem é embasado formalmente em outra ciência; mas dialoga com o universo empírico do filme, de maneira muito natural, cotidiana, como uma conversa à mesa após o filme.
No mês de Maio, receberemos a contista portuguesa Valentina S. Ferreira como colunista fixa e também estamos conversando com um grupo de escritores para publicarmos seus textos em nosso site. ‘Compartilhar’ vai além de retuitar ou curtir, é dividir espaço, somar ideias, multiplicar atitudes sem subtrair nada de ninguém - interações benfazejas.
Boa leitura a todos e desculpem pelo atraso deste mês!!
Na dicotomia morte e vida, publiquei o conto 'Marca a página e fecha o livro', narrativa com traços realistas que aborda uma tentativa de suicídio. No oposto desse conto, Carolina Bernardes trás um sopro de vida com o seu 'Bela Ícaro (o roubo do caminho do outro)'; o espaço entre a vida e a morte, Valentina Silva Ferreira (até então, autora convidada) preenche com o conto 'Sexo e amor'. Sexo e amor, aliás, que também serve ao eu-lírico masculino de Giselle Jaques em A Caixinha de Charutos. Enquanto Johannes Dudeck brinca com anjos e demônios em 'O Pacto'.
Nos poemas publicados, tenho que destacar a poética metalingüística de Cristiane Grando: “poeta-escultor-de-silêncios-e-pedras”. Poesia tão trabalhada a ponto de fluir naturalmente. De Flá Perez, escritora carioca que gentilmente nos enviou alguns poemas, apenas deixo o trecho “ Sem essa de promessa de ninho. Ninho é coisa de passarinho bobo./ Quero queimar ninhos e voar, percorrer savanas.” e o convite para leitura completa. Coordenada por Caraguejunior, a quarta edição dos 'Ecos Poéticos – poesia declamada' mostra a força da palavra impressa no ar, com destaque para o poema Existência 2.2, de Camila Passatuto, que procura cada fragmento do que somos (talvez como um espelho jamais tenha condição de fazer).
Em uma crônica gostosa de ler, Cacá divagou sobre os prazer de degustar e se alimentar de literatura. Já nas crônicas da Mari Collares, que sempre transformam o cotidiano em milagres (e, de certa formar, nos ensinam a abraçá-los) atenção para a interpretação do filme Cisne Negro. O texto não trata de signos, semiótica, psicologia nem é embasado formalmente em outra ciência; mas dialoga com o universo empírico do filme, de maneira muito natural, cotidiana, como uma conversa à mesa após o filme.
No mês de Maio, receberemos a contista portuguesa Valentina S. Ferreira como colunista fixa e também estamos conversando com um grupo de escritores para publicarmos seus textos em nosso site. ‘Compartilhar’ vai além de retuitar ou curtir, é dividir espaço, somar ideias, multiplicar atitudes sem subtrair nada de ninguém - interações benfazejas.
Boa leitura a todos e desculpem pelo atraso deste mês!!
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Equipe
Coordenador Geral: Wellington Souza
Coordenadora da seção Conversas Literárias: Iracy de Souza
Coordenadora da Fantástica (contos): Celly Monteiro
Coordenadora da Videoteca: Giselle Jacques
Coordenador da Ecos Poéticos (declamação e poesia sonora): Caranguejúnior
Colunistas:
Wellington Souza, Valentina Silva Ferreira, Cristiane Grando, Giselle Jacques, Johannes Dudeck, Carolina Bernardes, Rommel Werneck, Cláudia Banegas, José Cláudio (Cacá), Rosane Tesch, Caranguejúnior, Marcio Rufino, Mariana Collares e Ana Cristina Melo.





















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